segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Flexibilização dos Estágios Supervisionados em Filosofia Clínica (ANFIC)



...Em nossa assembleia foi aprovada a nova Comissão Nacional de Avaliação de Estágios, agora com cinco integrantes, aos quais parabenizamos pela disposição em assumir uma tarefa tão importante e 
de tamanha responsabilidade.

Carlos Sperândio – ES
Dilvane Balen – SC
Giovana Teixeira – SP
Marta Claus – MG
Valdirene Ferreira – PI

O estágio é uma das mais importantes etapas da formação, e a Comissão foi constituída com o objetivo de garantir a qualidade da formação. Contudo, consideramos os aspectos singulares de cada filósofo clínico em formação. Por isso, desde 2012 os estágios foram flexibilizados, podendo ser apresentados em diferentes formatos, respeitando os dados de semiose do estagiário, uma vez que para ser filósofo clínico não é preciso, necessariamente, o dado de semiose escrita.

O critério básico para tornar-se filósofo clínico é ter domínio dos procedimentos em filosofia clínica e segurança suficiente para atender sem supervisão, tendo atendido, no mínimo, três casos com planejamento clínico, uso de submodos e bons resultados. Isto implica num processo, que deverá ser acompanhado direta e proximamente pelo professor titular ou supervisor por ele indicado. E deve ser consenso entre o estagiário e seu supervisor, o momento da habilitação à clínica.

Constatadas a habilidade e a segurança do estagiário, o professor supervisor escolherá um (apenas um) dos casos trabalhados para ser enviado à Comissão. Os outros dois casos exigidos para a avaliação, serão de responsabilidade do professor titular.

O caso escolhido poderá ser enviados nos seguintes formatos:

1. Tradicional - transcrição das consultas e relatório detalhado e 
justificado ponto a ponto;

2. Autogenia descritiva com fundamentação nas gravações, ou seja, o estagiário descreve como o partilhante chegou, seus Exames Categoriais, EP e Submodos Informais, o planejamento clínico, o uso de submodos e seu resultado. Fundamenta suas afirmações com citações do partilhante, indicando a consulta, minutos e segundos nos quais a citação se localiza. Ex.: O partilhante apresenta um choque entre os 
tópicos emoções e pré-juízos "..; bla,bla, bla, bla..." (consulta 
1, 15'40'' a 23'02''). Neste modelo, as gravações das consultas deverão ser enviadas juntamente com o relatório.

3. Gravação de entrevista do estagiário com seu supervisor, na qual 
o estagiário contará como foi o atendimento e o supervisor fará 
algumas perguntas para que o estagiário possa detalhar o atendimento. 
Neste caso as gravações das consultas serão enviadas juntamente com o 
relatório;

4. Outras formas poderão ser propostas e serão aprovadas ou não pelos membros da Comissão Nacional de Avaliação de Estágios.

Os trabalhos poderão ser enviados por e-mail (desde que criptografados e com senhas enviadas separadamente, em outro e-mail) ou pelo correio (neste caso as despesas de envio são por conta do remetente). 
Juntamente com o trabalho, o estagiário deverá enviar a carta de aprovação de seu professor titular, autorizando o envio para a Comissão Nacional de Avaliação de Estágios, e e-mail do professor titular, para o qual o avaliador deverá enviar seu parecer. Também 
deverá enviar o comprovante de depósito no valor de 150 reais, feito diretamente na conta corrente do avaliador, equivalente ao pagamento pelo trabalho de avaliação.

Para enviar um trabalho a um membro da Comissão, solicite os dados 
(endereço e número de conta) através do e-mail anfic@anfic.org

O parecer do avaliador será enviado por escrito, justificado, diretamente ao professor titular, considerando-se os seguintes 
critérios:

1 – Qualidade da Interseção
2- O Assunto Imediato foi explorado respeitando os agendamentos 
mínimos? O histórico foi bem orientado, o aluno cuidou dos saltos 
lógicos e temporais?
3- O histórico foi abordado com eficiência, em se tratando de um 
estágio?
4- Os dados divisórios foram aplicados com eficiência?  O movimento 
está correto?
5- Ao começar a fazer os enraizamentos, o FC possui uma certa clareza 
quanto o que enraizar, o porquê e o como?
6- O assunto último foi detectado? Houve aprofundamento da ligação 
do mesmo com a autogenia?
7- A localização dos tópicos da EP foi eficiente? A localização 
dos Submodos foi eficiente?
8- O aluno mostrou eficiência no uso dos submodos? Apresentou 
plasticidade e criatividade na clínica?
9-  Indicação do certificado ou de prosseguimento com a supervisão.

O avaliador terá o prazo máximo de 3 (três) meses para avaliar o trabalho, a contar a partir da data do recebimento do mesmo.

Caso o avaliador tenha dúvidas quanto ao trabalho, deverá esclarecê-las com o professor titular. Se considerar apropriado, 
poderá consultar outro avaliador, solicitando uma segunda opinião.

Caso um avaliador esteja sobrecarregado, com mais trabalhos do que consiga avaliar, deverá repassar alguns trabalhos para outros 
avaliadores, a fim de que os prazos sejam cumpridos.

Caso o professor titular discorde da avaliação feita, poderá solicitar uma segunda opinião a outro avaliador.

Um professor titular ou supervisor de estágios que também for membro da Comissão Nacional de Avaliação de Estágios, deverá enviar os trabalhos supervisionados por ele para outro membro da Comissão, a fim de garantir uma avaliação isenta.

Agradecemos a Comissão Nacional de Avaliação de Estágios anteriormente composta por Lúcio Packter, Idalina Krause e Alex Lamonato, por seu exaustivo trabalho, que culminou no modelo atual de avaliação, assim como as constantes sugestões dos professores dos 
centros, que permitiram o aperfeiçoamento dos procedimentos.

Encaminhem suas dúvidas e sugestões para nós.

Abraços,

Monica Aiub

Presidente da ANFIC
set/2014
www.anfic.org