quinta-feira, 23 de outubro de 2014

“FILOSOFIA CLÍNICA COMO FERRAMENTA CORPORATIVA” por Ana Maria Almeida/PI

“FILOSOFIA CLÍNICA COMO FERRAMENTA 

CORPORATIVA”


Ana Maria Gomes Almeida[1]


A palestra “Filosofia Clínica como Ferramenta Corporativa” foi um trabalho desenvolvido a partir da história da CODEVASF. Esse órgão do Governo Federal que, em comemoração ao dia nacional do livro e biblioteca com o evento “Semana do Saber”, nos fez o convite para proferir palestra aos seus colaboradores. Nesse momento oportuno de construção de saberes e ampliação de conhecimentos mostramos a filosofia clinica como uma temática nova que ora se apresenta com grandes possibilidades de ajuda ao outro.
Nós filósofos clínicos enquanto pesquisadores, devemos compreender e mostrar que assim como uma pessoa tem sua história de vida, uma empresa também tem a sua história – que é a maneira de ser e estar, pensar e agir no mundo – como se construiu, se estruturou, ou seja, sua cultura organizacional. Trabalhar filosofia clinica em uma organização é trabalhar as questões existenciais desta; e só conhecendo sua EP e ouvindo a queixa primeira (assunto imediato), aquilo que nos é trazido como questão, é que podemos saber o que trabalhar (o assunto último), e como trabalhar, quais procedimentos utilizar, encaminhar...
Nesse sentido partimos de um breve contexto histórico da Filosofia Clínica; como funciona; lição fundamental em filosofia clínica; historicidade como ponto de partida; aspectos importantes da historicidade em filosofia clínica. Para tanto, construímos uma linha do tempo da CODEVASF (1974 a 2014, 40 anos). Na sua localização existencial observamos que sua historicidade é por datas e eventos; observamos sua visão de mundo; suas inter-relações tópicas; suas interseções, suas buscas, seus dados axiológicos.
Também observamos a trilogia Ação, Hipótese e Experimentação quando esta se mostra sempre planejando, fazendo, percebendo e testando resultados quando da implementação dos seus projetos. Isto porque a empresa mobiliza investimentos públicos para a construção de obras de infraestrutura, especificamente na implantação de irrigação e de aproveitamento racional dos recursos hídricos, além de contribuir para o fortalecimento de arranjos produtivos locais em comunidades rurais, sobretudo em áreas que são sempre atingidas pelas longas estiagens, o que contribui para a inclusão produtiva de comunidades, famílias, através do fomento de atividades como apicultura, piscicultura, cajucultura dentre outras atividades, ponto valorativo nos seus projetos, nos seus trabalhos.
Nesse aspecto abordamos algumas questões dentre as quais, os pontos pertinentes às interseções de Ep’s e as implicações destas no clima organizacional, sobretudo considerando sua qualidade (negativas - na geração de conflitos, ou positivas, como melhoria do clima organizacional), e nesse sentido vimos a importância das interseções colaboradores/colaboradores; colaboradores/atividades laborais e colaboradores/gestores e o reflexo disso para a Companhia.
Outro aspecto abordado foi a questão das Buscas.  Considerando que a Companhia Codevasf tem uma projeção para o futuro como mostra sua história, a qual chama de ‘visão de futuro’ – que é para onde ela está se dirigindo existencialmente – quer ser vista, reconhecida nacional e internacionalmente por pessoas, empresas e governos como referência na utilização dos recursos naturais; na estruturação de atividades produtivas; na liderança do processo de articulação para o desenvolvimento das regiões onde atua, e nesse sentido mostramos que ela está construindo uma história; ao mesmo tempo em que buscamos junto aos seus colaboradores refletir se estão construindo uma história conjunta com a mesma, e se suas buscas estão em harmonia com as buscas da companhia, ou seja, se eles vestem a camisa da empresa, ponto que mostra a sua satisfação laboral, por ser este um dos intentos dessa palestra.
Também trabalhamos a visão de mundo da companhia ligada a dados valorativos e interseções de Ep’s no sentido de que esta se fortalece nas interseções com outras estruturas, haja vista o seu principal foco de planejamento estratégico ser o desenvolvimento sustentável das bacias do São Francisco e do Parnaíba com justiça social, alinhado às diretrizes do Governo Federal, do Ministério da Integração Nacional e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e respeito às potencialidades e vocações regionais. Enfim, esta é apenas uma amostra do que trabalhamos, respeitando todas as informações que nos foi passada da história da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba –  CODEVASF.



[1] Professora e terapeuta Filósofa Clínica. É Licenciada em Filosofia pela Faculdade Evangélica do Meio Norte (Coroatá-Ma); Bacharel em Teologia e Especialista em Ciências da Religião pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil – FACETEN (Boa Vista-Roraima); Especialista em Filosofia Clínica pela Faculdades Itecne de Cascavel-Paraná e Filósofa Clínica, pelo Instituto Packter- Porto Alegre-RS.