sexta-feira, 5 de setembro de 2014

PAPO RETO E PONTO - Por Marta Claus

"PAPO RETO E PONTO"

Hoje o "papo reto" é dirigido aos alunos dos cursos de formação. 
Em primeiro lugar Filosofia Clínica é um curso como outro qualquer. Tem calendário, carga horária, conteúdo programático, data de início, data de final das aulas teóricas, prazos para entrega de TCC, documentação, diários de classe, mensalidades que devem ser pagas, enfim...é um curso de pós-graduação como se encontra em qualquer faculdade do país. Se você cumpriu esses prazos ótimo, senão os cumpriu não espere que o professor vá na porta de sua casa ou envie um bilhetinho à sua mãe comunicando suas faltas, bagunças nas aulas, falta de atenção, não entrega de tarefas, etc. 
  Você é um adulto e está cursando uma pós-gradução, "helooooooo" !!!! Se comporte como tal. 
      Em segundo lugar, se você acha que seu professor não corresponde às suas expectativas em relação às aulas entre em contato com a ANFIC - Associação nacional dos Filósofos Clínicos, ela existe para isso e é um direito seu recorrer a ela. O e-mail é anfic@anfic.org, mas esteja certo de estar em dia com todos os requisitos citados lá no parágrafo acima, evite passar vergonha, ok?  
      Quanto a pré-estágios e estágios supervisionados a coisa funciona assim, sobre o pré-estágio:  
 - o estudante é clinicado por um filósofo clínico e após poderá iniciar os estágios supervisionados. No pré-estágio o estudante grava e transcreve as sessões e juntamente com o filósofo clínico aprende a avaliar seu histórico, procedendo aos Exames Categoriais, Estrutura de pensamento e submodos informais. O valor das sessões de pré- estágio é combinado com o filósofo clínico e o tempo de duração dependerá da disponibilidade do estudante. 
- no estágio supervisionado o estagiário é autorizado a atender um (1) partilhante e deverá comparecer a orientações semanais munido da gravação da sessão e juntamente com o orientador, analisar e planejar a sessão seguinte. O custo dessas orientações será combinado com o orientador que deve ser o professor titular do centro de formação ao qual pertence o aluno, ou um filósofo clínico por ele indicado. 
E aí vem o enrosco... ah, professora, não deu tempo de transcrever, não tenho dinheiro para pagar a orientação, tive da cancelar a sessão porque o pneu do carro furou, blá, blá, blá...
Quando iniciamos um curso dessa natureza (profissionalizante) devemos nos planejar.  Se valer do corriqueiro pré-juízo de que “todo filósofo é duro” (sem dinheiro), é muito fraco. Se valer do a “filosofia clínica não dá futuro” é incompetência e falta de compromisso com o estudo e mais ainda com a vida do outro que está sendo cuidado.
Fique esperto não se engane ou engane os outros, Filosofia Clínica vale a pena sim, é uma linda profissão e rende não só dividendos mas crescimento pessoal.
#prontofalei

Marta Claus
Filósofa Clínica